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Flacidez após emagrecimento amplia procura por tratamentos estéticos

Autor Da Redação

Cidades 14/10/2026

A popularização das canetas emagrecedoras trouxe aos consultórios de medicina estética queixas que vão além da perda de volume no rosto. Após o emagrecimento, mudanças na firmeza da pele também podem aparecer nos glúteos, no abdômen e nos braços. Com a proximidade do verão, essas alterações têm motivado a busca por procedimentos para melhorar o contorno corporal, segundo a médica Vanessa Penteado, que atua na área de estética.

As mudanças estão relacionadas à perda de peso, especialmente quando ela é expressiva ou rápida. A redução da gordura subcutânea diminui o volume de determinadas regiões, mas a pele nem sempre consegue se retrair na mesma proporção. A eventual perda de massa muscular também pode contribuir para essa alteração na aparência.

“Quando falamos dos efeitos das canetas emagrecedoras, as pessoas costumam pensar primeiro no rosto, mas não é só a face que perde volume. Os glúteos também podem ficar mais caídos, assim como o abdômen e outras regiões do corpo. A pessoa emagrece, conquista o peso que desejava, mas percebe que a pele não acompanhou essa transformação”, explica Vanessa.

Nos glúteos, a perda de gordura pode reduzir a projeção, enquanto a diminuição da elasticidade da pele favorece a flacidez. Segundo a médica, mesmo quem pratica musculação pode perceber diferenças entre o desenvolvimento dos músculos e a firmeza da pele.

“A musculação é fundamental para desenvolver e preservar a massa muscular, mas não consegue resolver sozinha todas as alterações da pele. Podemos ter uma paciente com uma musculatura bem trabalhada e, ainda assim, com flacidez nos glúteos. São estruturas diferentes, que precisam de abordagens complementares”, afirma.

Entre as possibilidades de tratamento estão os bioestimuladores de colágeno, que estimulam gradualmente a produção da proteína responsável por parte da sustentação e da firmeza da pele. A indicação depende das características de cada paciente e do grau de flacidez. A procura, relata Vanessa, também inclui homens que desejam melhorar o contorno corporal sem necessariamente aumentar o volume da região.

No abdômen, a redução da gordura pode tornar a musculatura mais aparente e, ao mesmo tempo, evidenciar a pele flácida. Braços, coxas e joelhos também podem apresentar alterações, sobretudo quando o emagrecimento se soma à perda de elasticidade associada ao envelhecimento.

“Recebemos pacientes que emagreceram, começaram a treinar e melhoraram bastante a musculatura, mas continuam incomodados com a pele da barriga. A gordura diminuiu, porém a pele ficou mais frouxa. Por isso, precisamos avaliar cada região e entender qual procedimento pode contribuir para melhorar aquele contorno”, diz.

Resultados exigem tempo

Para quem pretende realizar um tratamento antes do verão, o tempo de resposta do organismo precisa entrar no planejamento. A bioestimulação não produz resultados imediatos: a formação e a reorganização do colágeno ocorrem ao longo de semanas e meses, e o tratamento pode exigir mais de uma sessão.

“Quem pensa em melhorar a firmeza da pele para o verão precisa entender que o colágeno não é produzido de um dia para o outro. Existe um processo de estímulo e resposta do organismo”, orienta Vanessa.

O envelhecimento também influencia essa resposta. Com o passar dos anos, a redução da produção de colágeno pode tornar a flacidez mais perceptível após a perda de peso, inclusive entre pessoas que mantêm uma rotina de exercícios e alimentação equilibrada.

Tratamento tem limites

A bioestimulação não substitui a atividade física, não recupera a massa muscular perdida e não elimina grandes excessos de pele. Por isso, a avaliação deve considerar as condições de cada região do corpo e as expectativas do paciente, sem prometer um resultado uniforme.

“Não se trata apenas de perder peso ou aumentar o volume de determinada região. O objetivo é buscar harmonia entre musculatura, pele e contorno corporal”, conclui a médica.

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