Dólar Hoje | Euro Hoje | 02/09/2026

Home / Notícias / Cidades

Exposição imersiva leva público de Campinas a uma viagem pela Grande Muralha da China

Autor Andréa Barbieri

Cidades 01/09/2026

A história, as lendas e os diferentes significados da Grande Muralha da China poderão ser conhecidos de uma maneira diferente a partir desta quinta-feira (3), em Campinas. O Instituto CPFL recebe a exposição imersiva “A Grande Muralha da China”, que utiliza projeções, recursos audiovisuais, mapas digitais, instalações interativas e experiências multissensoriais para conduzir o público por séculos de história.

Com entrada gratuita, a mostra permanece em cartaz até 31 de outubro, na Galeria do Instituto CPFL. A exposição integra a 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China e ganha um significado especial em 2026, escolhido pelos governos dos dois países como o Ano da Cultura China-Brasil.

Criada pela YDreams Global, a experiência apresenta a Grande Muralha não como uma construção única e estática, mas como resultado de diferentes períodos históricos, dinastias, técnicas de construção e transformações territoriais.

Ao longo do percurso, o visitante conhece desde as primeiras estruturas defensivas até a importância que a Muralha adquiriu como símbolo cultural da China. A narrativa também passa pela Rota da Seda, mostrando como as antigas rotas comerciais conectaram diferentes cidades, povos e culturas.

Uma experiência para diferentes sentidos

A exposição começa com uma ambientação inspirada em elementos da arquitetura e da cultura chinesas. O público é convidado a conhecer a relação da Muralha com o desenvolvimento de territórios, cidades e rotas comerciais.

Um dos destaques é a apresentação interativa da Rota da Seda. Com recursos digitais, os visitantes podem acompanhar os caminhos percorridos por comerciantes e viajantes, conhecer regiões que fizeram parte desse circuito e compreender como essas conexões contribuíram para a circulação de produtos, costumes e conhecimentos.

Outro espaço permite conhecer materiais e técnicas utilizados em diferentes períodos da construção da Muralha. Estações táteis ajudam a mostrar como os recursos disponíveis em cada época influenciaram as formas de construção e preservação da estrutura.

A experiência combina imagens, sons, recursos digitais, texturas e outros estímulos sensoriais para transformar informações históricas em uma experiência de descoberta.

“A nossa ideia é fazer com que os visitantes não apenas conheçam a história da Grande Muralha, mas se sintam parte dessa jornada. A tecnologia e os recursos imersivos nos permitem apresentar suas dimensões, histórias e simbolismos de uma maneira envolvente, aproximando o público brasileiro de um patrimônio que atravessa séculos da civilização chinesa”, afirma Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.

Uma viagem pela história

No centro da exposição, grandes projeções, sons e efeitos sensoriais criam uma ambientação que remete às montanhas, desertos e antigas passagens relacionadas à trajetória da Grande Muralha.

A proposta é mostrar a diversidade dos territórios atravessados pela construção e aproximar o visitante das pessoas que viveram, circularam e estabeleceram relações ao redor dessas estruturas.

A metáfora curatorial do “Dragão de Pedra que Nunca Dorme” conduz parte da narrativa. Torres, caminhos e portões aparecem não apenas como elementos arquitetônicos, mas também como representações dos fluxos de pessoas, conflitos, encontros e trocas culturais que marcaram diferentes períodos da história chinesa.

De estrutura defensiva a símbolo cultural

Ao longo dos séculos, a Grande Muralha ultrapassou a função defensiva para a qual diferentes trechos foram originalmente construídos e passou a ocupar um lugar de destaque na identidade cultural chinesa.

A Muralha foi inscrita pela UNESCO na lista do Patrimônio Mundial em 1987 e também integra a seleção das Novas Sete Maravilhas do Mundo.

Na parte final do circuito, o visitante é levado à China contemporânea, em uma ambientação que reúne elementos de celebrações e manifestações culturais do país. O dragão volta a aparecer como símbolo de força, continuidade e identidade cultural.

A proposta é mostrar como a Grande Muralha permanece presente no imaginário chinês e mundial, conectando diferentes períodos históricos e aproximando passado e presente.

Dez anos de intercâmbio entre Brasil e China

A exposição marca a 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China, iniciativa do Instituto CPFL criada para promover o diálogo entre os dois países por meio da cultura.

Além da exposição, a programação comemorativa de 2026 inclui quatro concertos com artista chinês convidado, o Festival da Lua, em Campinas, com atividades culturais e gastronômicas, a segunda temporada da série de documentários Brasil-China, publicação de livros sobre filosofia em parceria com a Unicamp, quatro gravações de edições especiais do Café Filosófico CPFL, a exibição de três programas inéditos na TV Cultura e o lançamento de um catálogo comemorativo.

“Ao completar dez edições, o CPFL Intercâmbio Brasil-China reafirma o propósito do Instituto CPFL de aproximar culturas e ampliar o acesso do público a diferentes formas de conhecimento. Trazer uma experiência inédita sobre a Grande Muralha justamente no Ano da Cultura China-Brasil torna esta edição ainda mais simbólica”, afirma Daniela Ortolani Pagotto.

A programação do CPFL Intercâmbio Brasil-China busca, há uma década, aproximar os dois países por meio da arte, música, filosofia, audiovisual e outras manifestações culturais.

Serviço

Exposição “A Grande Muralha da China”

Local: Instituto CPFL, Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, Campinas (SP)

Período: de 3 de setembro a 31 de outubro de 2026

Entrada: gratuita

Horários: segunda, terça, quarta e sexta-feira, das 8h às 17h; quinta-feira, das 8h às 19h; sábado, das 10h às 16h.


COMPARTILHE