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Da Redação
A chegada da primavera nesta terça-feira, 22 de setembro, traz mudanças de temperatura e umidade que podem afetar a saúde da pele de cães e gatos. Embora a nova estação não provoque problemas em todos os animais, aqueles que já apresentam predisposição a alergias e dermatites podem sofrer com o surgimento ou agravamento dos sintomas.
Coceira intensa, vermelhidão, lambedura excessiva, queda de pelos, descamação, feridas e inflamações nas orelhas estão entre os principais sinais de alerta. Alterações no comportamento do animal também devem ser observadas pelos tutores.
Segundo o veterinário Francis Flosi, diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, a mudança de estação é um período importante para reforçar os cuidados preventivos. “A chegada da primavera não significa que todos os animais terão problemas de pele, mas é um período importante para observar mudanças no comportamento e na pele. Quando a coceira ou outros sinais persistem, é fundamental buscar avaliação veterinária para identificar a causa”, explica.
Os problemas dermatológicos podem estar relacionados a alergias, parasitas, infecções e condições específicas de cada animal. Por isso, o tratamento deve ser definido somente após a identificação da origem dos sintomas. “A coceira é um sinal, não uma doença. Ela pode ter diferentes origens e, por isso, o tratamento não deve ser feito apenas com base no sintoma. Investigar a causa é o caminho para oferecer um cuidado realmente eficaz ao animal”, afirma Flosi.
Pulgas exigem atenção
As pulgas também podem provocar reações alérgicas intensas em animais sensíveis. Além da coceira, as picadas podem causar feridas e perda de pelos, especialmente na região do dorso e na base da cauda.
A prevenção contra pulgas, carrapatos e outros ectoparasitas deve fazer parte da rotina durante todo o ano. A escolha do produto e a frequência de aplicação precisam considerar fatores como espécie, idade, peso e condições de saúde do animal. “A prevenção precisa ser contínua. O produto adequado e a frequência de aplicação devem ser definidos considerando as características individuais do animal, sempre com orientação de um veterinário”, ressalta.
Automedicação pode oferecer riscos
Outro cuidado importante é evitar o uso de medicamentos por conta própria. Produtos destinados a seres humanos ou prescritos para outro animal podem causar intoxicações e outras complicações.
Cães e gatos metabolizam determinadas substâncias de maneiras diferentes. Por esse motivo, um produto seguro para um animal pode representar risco para outro.
“O que funciona para um animal pode não ser seguro para outro. Qualquer medicamento deve ser utilizado somente com orientação veterinária”, alerta Flosi.
Durante a primavera, a recomendação é observar com atenção possíveis alterações na pele e no comportamento dos animais. Diante de sintomas persistentes ou recorrentes, é necessário procurar atendimento. O diagnóstico precoce pode evitar o agravamento do problema e reduzir o desconforto dos cães e gatos.