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Documentário aborda preconceito, discriminação e bullying

Da Redação

Comportamento 05/04/22

Você imagina o tamanho da dor que sente uma pessoa que sofre discriminação ou preconceito por ser considerado diferente dos padrões estabelecidos pela sociedade?

O documentário “Perto Demais”, que terá sua pré-estreia em Campinas, como forma de debater o assunto na semana que é marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Bullying e à violência na escola.

O documentário traz o tema discriminação e violência na infância e adolescência, e as consequências disso, que muitas vezes é o suicídio, segunda causa morte entre crianças e adolescentes no Brasil.

O filme ainda aborda a violência que adoece a alma e a discussão trás luz a não aceitação ao diferente. O conteúdo não evidencia o drama das minorias sociais e étnicas, mas da forma como nos relacionamos com as pessoas. A obra descortina preconceitos arraigados dentro de nós e como eles afetas a pessoas. O material narrado em primeira pessoa, com depoimentos reais de quem sofreu preconceito, mostra o prejuízo socioemocional e psicológico em indivíduos que foram expostos a perseguição da violência sistêmica que sofreram na infância.


A obra também traz depoimentos dos especialistas Fabrício Carpinejar (escritor) Rossandro Klinjey (psicólogo), Leo Fraiman (especialista em psicologia educacional), Vanessa Rodrigues, psicóloga e diretora do filme e da monja Coen.

De acordo com dados divulgados pela UNICEF, uma em cada três crianças do mundo, entre 13 e 15 anos, é vítima de bullying na escola regularmente e os estudos mostram que 75% dos transtornos mentais em adultos, começam ainda na infância. Para a diretora do filme, Vanessa Rodrigues, debater o tema é algo fundamental e urgente. “Faltam estatísticas mais precisas, mas é inquestionável o aumento do número de suicídios entre crianças e adolescentes no Brasil na última década. Muitos que tiram ou tentam tirar a própria vida sofrem preconceito, discriminação e violência sistêmica por anos, simplesmente por não se encaixar nos padrões impostos pela sociedade, isso é muito cruel”, elenca.

Segundo a OMS, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre adolescentes e jovens com idade entre 15 e 29 anos. No Brasil, há Lei de 2018 que trata do assunto, mas segundo especialistas, na prática pouco tem se evoluído. “O bullying com as nossas crianças acontece em diferentes ambientes, pode ser na sala de aula ou na própria casa. Como a criança ainda não tem personalidade formada como um adulto, os traumas podem ser profundos e irreversíveis”, alerta Vanessa.


De acordo com o diretor executivo e produtor do documentário, Marco Linhares, o objetivo é fomentar o debate como forma de combater o problema, por isso o filme, despois do lançamento nacional, marcado para julho, será distribuído gratuitamente para instituições e escolas. “Queremos que o material seja utilizado como ferramenta de trabalho em sala de aula e conscientizar as novas gerações sobre o papel de cada um na aceitação das diferenças e singularidades”, ressalta Marco.

A equipe fará uma caravana com apresentações e palestras pelo país nos próximos meses e já tem São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília como paradas confirmadas.


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